Guerreiro Ramos

O movimento emancipador do Brasil está ameaçado de grave desnaturação por duas debilidades que o acometem; uma de ordem cultural; outra de natureza organizacional. Vivem largamente os que pretendem liderá-lo de teorias de empréstimo e de ficções literárias e conceptuais, que não traduzem, com o mínimo de exatidão requerida, as tendências concretas do processo brasileiro, em sua presente etapa. Além disso, nele surgiram aparelhos que forcejam por empolgá-lo e substituir as suas exigências por critérios grupistas. A tentativa de contribuir para que a consciência nacional se aperceba dessa situação é extremamente arriscada.

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