Kleber Nascimento

Neste “século da volta à escola”, como já se tem rotulado o nosso, verdadeiras legiões de profissionais, não raro na faixa etária dos 50 a 60 anos, retornam à “escola” – nas universidades ou mesmo em cruzeiros de iates – para reciclagens e novas aprendizagens que previnam ou retardem o perigo imanente à explosão do conhecimento: a obsolescência profissional. Esse movimento de educação permanente (escola-trabalho-escola), do qual a integração universidade-empresa é uma variante, tem gerado uma oferta sem procedentes de cursos, conferências, laboratórios e seminários de natureza, duração, nível, metodologia e objetivos variadíssimos. “Pacotes” ou “enlatados” em sua maioria, eles são “industrializados” por organizações tradicionais, como as universidades; por grupos de consultoria especializada que resolvem iniciar essa nova linha de serviços (até como estratégia de marketing); ou, muitas vezes, por grupos que se organizam oportunística e especificamente para realizarem tais atividades educacionais.

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