
Sob supervisão de Érika dos Anjos|
No dia 13 de maio, ocorreu no auditório Adm. Gilda Nunes, na sede do CRA-RJ, o 1º Seminário de Temas Emergentes sobre Trabalho e Empregabilidade. O evento reuniu profissionais de diversas áreas da Administração e debateu temas como IA, fim da escala 6×1, requalificação profissional e o papel dos sindicatos no cenário trabalhista, proporcionando um ambiente de grande aprendizado e profundas reflexões.
A programação contou com duas mesas-redondas temáticas. A primeira, intitulada “Automação do Trabalho: os impactos e desafios do mundo corporativo”, foi mediada pela Adm. Ana Shirley França, conselheira e coordenadora da Comissão Especial de Trabalho e Empregabilidade do CRA-RJ.

“A Inteligência Artificial já existe e é debatida desde 1956. Agora, temos tecnologia, hardware e poder computacional para fazê-la acontecer. Em teoria, ela já existia”, afirmou Rodrigo, acrescentando ainda que ‘o grande diferencial foi a IA generativa, que, inserida no campo do machine learning e apoiada em bases neurais, passou a gerar conteúdo novo’.
O Tecnol. Regis de Souza de Carvalho, diretor da Divisão de Administração do Detran-RJ e membro da Comissão organizadora do evento, deu prosseguimento
“Lá atrás, tínhamos a questão de big data e machine learning. Tudo isso desencadeou na IA de hoje. É uma junção desses temas. Percebemos, então, que a IA generativa veio para ficar, enquanto a IA tradicional focava mais na redução de custos operacionais”, esclareceu.

“[Em um cenário de crise econômica,] o empresário precisa reduzir o custo para se manter competitivo. E para reduzir, alguns entram no ‘modismo’: ouviram falar e começam a aplicar IA e automação, mas às vezes sem ter uma fundamentação”, analisou.
Escala 6×1
A segunda mesa-redonda, mediada pelo conselheiro e diretor de Administração e Finanças do CRA-RJ, Adm. Miguel Marun, teve como tema principal a PEC 148/2015: mudanças na jornada de trabalho e seus efeitos. Este bloco trouxe reflexões valiosas sobre os impactos das possíveis alterações nas relações trabalhistas com o fim da escala 6×1, a produtividade, a qualidade de vida dos trabalhadores e a organização das empresas dentro desse cenário.

“Precisamos entender que, desde o período dos indígenas e povos originários até o período escravocrata, temos uma relação construída em que o tempo do trabalho não é do trabalhador, e sim de seu senhor. Isso vai, de uma certa maneira, perpassando pelas gerações até chegar nos dias de hoje, onde temos uma relação de trabalho que é muito opressora”, sintetizou, apontando ainda essa cultura organizacional como uma das causas do adoecimento de trabalhadores e, consequentemente, aumento de afastamentos.

“O mesmo excesso de jornada que gera o adoecimento é o que se tenta combater com essa nova legislação”, pontuou.
Encerrando as apresentações do dia, André Braga, professor da FGV em cursos de formação executiva, falou sobre a complexidade da implementação do fim da escala 6×1,
“O fim abrupto da escala 6×1 não é apenas uma readequação de horários, mas um choque assimétrico de viabilidade financeira”, concluiu.
O seminário reforçou o compromisso do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro com a promoção de debates relevantes para a Administração e para a sociedade, incentivando reflexões sobre os desafios e as transformações do mundo do trabalho. Ao reunir especialistas de diferentes áreas, o evento proporcionou um espaço de troca de experiências e construção de conhecimento sobre temas que impactam diretamente trabalhadores e as organizações no país.
O evento completo está disponível no YouTube, no canal oficial do CRA-RJ, e você pode acessá-lo clicando aqui.








