O Seminário de Responsabilidade Técnica promovido pelo CRA-RJ, no dia 30 de setembro, no auditório da Firjan, reuniu centenas de profissionais e estudantes da área para discutir temas vitais para a profissão de Administrador: certificação profissional, consequências e aprendizados, além da ética.

Em seu discurso de abertura no Seminário de Responsabilidade Técnica do CRA-RJ, o presidente Adm. Wagner Siqueira, salientou a importância da profissão e do trabalho do Responsável Técnico para o desenvolvimento da sociedade.

“Quem quer controlar tudo, acaba não controlando nada. Precisamos iniciar na profissão uma nova caminhada e deixar que o profissional Responsável Técnico tome as rédeas de sua importância para a sociedade”, garantiu o Administrador.

Na primeira palestra do dia, o Advogado Abel Chaves Júnior, assessor jurídico do CRA-MG e especialista em Direito de Empresas, falou sobre a realidade do profissional de Administração que atua como Responsável Técnico no dia a dias das organizações.

De acordo com o palestrante, é necessário que o profissional conheça profundamente as leis que regem sua atuação, pois isso pode ser vital para que possa desenvolver sua atividade corretamente.

“É importante que o Administrador conheça o que há na legislação sobre sua atuação, pois todos estão sujeitos a ela. Por exemplo, qualquer profissional que causar dano à sociedade ou a terceiros, irá pagar com seus bens pessoais”, registrou.

Na palestra ‘O Sistema de Autoatendimento, o RCA – Registro de Comprovação de Aptidão e o Acervo Técnico Online’, os administradores Marcelo Borges (diretor da Fattoria Sistemas) e Ana Cristina dos Santos (chefe do Registro de Empresas do CRA-RJ) explicaram sobre as características próprias do RCA emitido pela internet e sobre as mudanças dessa inovação para o dia a dia do profissional e das organizações.

“O Registro de Comprovação de Aptidão de Pessoa Jurídica é uma questão muito importante para nós. Todos os RCAs são emitidos pelo Sistema online de Autoatendimento do CRA-RJ, ou seja, profissionais e empresas têm mais comodidade, segurança e agilidade, além de terem suas qualidades chanceladas pelo Conselho”, concluiu a administradora.

Licitações e conhecimentos

As licitações e a Lei 8.666/93 também fizeram parte do escopo de palestras do Seminário de Responsabilidade Técnica promovido pelo CRA-RJ. A pregoeira do Conselho, Adm. Roberta Martins e o advogado Marcelo Almeida foram os responsáveis por levar estas informações aos participantes do evento.

De acordo com a Adm. Roberta Martins, é importante que tanto a empresa quanto o profissional conheçam bem a área da licitação que estão buscando participar, a fim de atender todas as demandas daquela questão. Já o advogado Marcelo Almeida afirmou que não basta o responsável técnico assinar um papel como profissional daquela área. É fundamental que ele participe ativamente das ações da empresa, inclusive no que diz respeito às licitações, fazendo sugestões de preços e outros procedimentos de gestão.

O Adm. Antonio Caloni, assessor técnico do CRA-ES, palestrou sobre ‘A importância da responsabilidade técnica e da ética profissional’. Dentro deste tema, o Administrador falou sobre a necessidade de acabar com alguns paradigmas que permeiam a profissão, como, por exemplo, o famoso ‘canetinha de ouro’, que só vai à empresa para assinar papéis.

“Esse tipo de profissional só representa custo para organização. E se gera custos, pode ser dispensável”, garantiu assessor, lembrando que o Responsável Técnico de qualidade é aquele que está presente na empresa, conhecendo seu dia a dia e seus processos de trabalho:

“Essa presença deve ser de acordo com a necessidade de cada organização. Assim, o Responsável Técnico pode ficar o dia inteiro, meio dia ou uma hora na empresa, desde que, nesse período, ele tenha capacidade de saber tudo o que está acontecendo”, finalizou.

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