O Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ) deu um passo decisivo para o fortalecimento da equidade de gênero no mercado de trabalho fluminense com a criação do Grupo de Trabalho (GT) Mulher Profissional de Administração, sob a coordenação estratégica da Adm. Rosangela Arruda.
A iniciativa, idealizada e liderada pela conselheira, surge em um momento de profunda transformação demográfica. Dados do CRA-RJ revelam que, embora as mulheres representem 45% dos profissionais registrados , elas já são a esmagadora maioria entre os novos ingressantes, compondo 62% dos estudantes registrados.
Para Adm. Rosangela Arruda é preciso uma resposta institucional aos desafios de ascensão profissional. Sua coordenação foca em transformar a crescente presença feminina na formação acadêmica em ocupação efetiva de espaços de poder.
“Nossa missão é pesquisar o cenário atual para fortalecer a profissão e promover o empoderamento real das Administradoras”, afirma a conselheira, reafirmando ainda que todo o trabalho será voltado para ações práticas e contínuas:
“Buscaremos fundamentar sugestões de políticas em evidências concretas, garantindo um suporte robusto ao crescimento das mulheres na área da gestão”, defende a coordenadora, que terá a Adm. Ana Maria Carvalho na vice-coordenação; Adm. Ana Shirley de França, Adm. Fátima Ribeiro, Adm. Fernanda Tauil, Adm. Valmira Cristofori, Adm. Janaina Peixoto, Adm. Julia Tito, Adm. Roberta Martins e Adm. Márcia Cova, como membros; e a acadêmica Daniela Silva, como representante discente.
Metodologia e Foco em Resultados
O GT terá o prazo inicial de 180 dias para realizar um diagnóstico técnico rigoroso. A metodologia estabelecida pela coordenadora prevê a escuta de quatro públicos: profissionais (mulheres e homens), estudantes e empresas. As metas prioritárias estabelecidas pela liderança do GT incluem:
- Diagnóstico de barreiras: Identificar a segregação vertical e disparidades salariais no Rio de Janeiro;
- Articulação institucional: Propor normas a órgãos federais, estaduais e municipais para valorização da mulher;
- Subsídios: Gerar recomendações técnicas ao Sistema CFA/CRAs;
- Boas práticas: Mapear e divulgar modelos de gestão que já promovem a liderança feminina.
Com este projeto, o CRA-RJ reafirma seu o papel como protagonista na construção de um mercado de trabalho mais justo, onde a competência técnica da mulher administradora seja o único critério para sua ascensão ao topo das organizações.









