A V Jornada de Empresas Juniores,   realizada no dia 5 de dezembro, na sede do CRA-RJ, teve como objetivo mostrar o funcionamento dessa prática, dentro e fora das universidades e propor aos estudantes maior interação no movimento Empresa Junior. O evento também buscou destacar a participação das mulheres no mercado empreendedor, com palestra “Mulheres Empreendedoras”, ministrada pela coordenadora adjunta da Comissão da Mulher Administradora do CRA-RJ, Adm. Yara Rezina.

O presidente da Riojr apresentou a palestra “RioJr e o Futuro do Movimento Empresa Junior” e o  empresário junior e graduando de Administração Chande Poubel contou um pouco de sua experiência. Ao final, aconteceu a mesa redonda sobre o tema “Ser empresário junior vale a pena?”.

Mulher empreendedora

A Adm. Yara Rezina abordou o papel das mulheres no mercado empreendedor, ressaltando que a participação feminina na criação de novas empresas aumentou nos últimos anos. Ela ainda defendeu que as diferenças entre homens e mulheres faz com que elas tenham mais sucesso.

“A mulher tem facilidade de ouvir e exercer múltiplas atividades, isto facilita a abertura de um empreendimento por ela. Além disso, é mais atenciosa com o cliente e consegue trabalhar bem em equipe. Essas profissionais são detalhistas, sensitivas e intuitivas na gestão”, destacou a Adm. Yara Rezina.

Empresário junior e casos de sucesso

Já o empresário junior e estudante de Administração, Chande Poubel, explicou que descobriu sua vocação para o empreendedorismo ainda criança. Durante a juventude, Poubel citou inúmeras experiências profissionais mas afirmou que sempre sentiu a necessidade de “algo mais” e assim, chegou ao curso de Administração.

Atualmente, Chande Poubel trabalha na empresa junior da Unilasalle e busca divulgar a importância do projeto na vida acadêmica e profissional dos graduandos.

“O bom da empresa junior é que o estudante pratica e busca estar cada vez mais preparado, porque quando ele chegar até o cliente, é preciso que se apresente com uma solução para o problema e não com mais um agravante para ele”, destacou Chande Poubel.

O presidente da RioJr e também graduando em Administração, Pedro Nascimento, destacou a importância da interação entre Federação das Empresas Juniores do Estado do Rio de Janeiro (RioJr) e os estudantes que iniciar essa prática.  Nascimento falou sobre o apoio oferecido pela instituição desde a criação e concretização de projetos até na manutenção das empresas juniores e ressaltou ainda que mesmo dentro de uma organização já estabelecida o graduando pode se destacar como empreendedor.

“A RioJr proporciona ao estudante o ensino teórico na prática. O empresário junior não precisa necessariamente abrir uma empresa, ele pode entrar em uma organização já formada e produzir algo que mude a realidade daquele empreendimento” explicou o presidente da RioJr.

Pedro Nascimento afirmou que a participação em empresas juniores funciona como elemento de destaque na hora de buscar uma oportunidade no mercado de trabalho.

“Grandes empresas têm boa parte do seu quadro de funcionários formada por profissionais que começaram como empresários juniores. Quando identificamos que há empresários que passaram pelas empresas juniores, percebemos maior valorização de capital social e isso é muito bom para o  graduando que atua como empreendedor Junior. Nesse cenário, entendemos que o profissional que já está no mercado de trabalho busca um colaborador com a mesma experiência que ele”, Pedro Nascimento, sobre a tendência da empresa junior.

Nascimento ainda considerou que o movimento empresa junior está crescendo cada vez mais, já que muitos estudantes estão interessados em começar a empreender mais cedo. Ao analisar essa realidade, o palestrante destacou que o fluxo de novos empreendedores deixará o mercado mais difícil, podendo gerar até mesmo falta de trabalho para alguns.

Com objetivo de contornar essa situação, Pedro Nascimento explicou que a RioJr e a BrasilJr estão elaborando estratégias, em escala nacional e internacional, para a geração de novas possibilidades de atuação dos graduandos.

Outro ponto abordado durante a V Jornada de empresas juniores foi o comprometimento dos estudantes nos projetos. O presidente da Iniciativa Junior, Arthur Napoleão, explicou que o aprendizado proporcionado aos graduandos depende da participação individual de cada um.

“Se você quiser passar pela empresa junior simplesmente por passar, a experiência não valerá a pena. Mas, se você tiver o interesse de aprender com o trabalho prático, então sim, valerá a pena”, destacou Arthur Napoleão.

Mesa redonda

Depois das palestras, aconteceu a mesa redonda “Ser empresário junior vale a pena?”, que apresentava vantagens que o estudante obtém ao se tornar um empresário Junior.

Participaram da discussão, a coordenadora da Comissão da Mulher Administradora, Adm. Sônia Marra, o presidente da Iniciativa Junior, Arthur Napoleão, o presidente da RioJr, Pedro Nascimento e o empresário Junior Chande Poubel. O coordenador da Comissão Especial de Estudos sobre Empresas Juniores, Adm. Antonio Andrade participou como mediador.

Foram debatidos temas como aprendizado prático e teórico, oportunidades no mercado de trabalho, prestação de serviços a outras organizações e diferenças entre empresas juniores e empreendimentos com fins lucrativos.

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