Por Maria Julia Fonseca|
Marcado para o dia 2 de maio, o show da cantora Shakira na Praia de Copacabana promete entrar para a história do Rio de Janeiro não só pelo ineditismo. Com base no Observatório Econômico do Rio e a parceira Riotur, o público está estimado em 2 milhões de pessoas e o megaevento projeta um impacto de até R$ 800 milhões na economia local, superando as movimentações registradas nas edições de Madonna (R$ 469 milhões) e Lady Gaga (R$ 592 milhões), consolidando a vocação da cidade para o turismo de entretenimento de proporções globais.
O motor dessa injeção financeira é a atração massiva de visitantes. Um estudo elaborado pela Prefeitura do Rio, também em parceria com a Riotur, estima uma movimentação direta de R$ 776,2 milhões apenas com os gastos do público. A expectativa é que a orla carioca receba cerca de 278 mil turistas nacionais e 32 mil estrangeiros. Esse fluxo contínuo amplia o impacto do gasto médio diário, aquecendo de forma expressiva setores como hotelaria, transporte e alimentação, muito antes do espetáculo começar.
Todo Mundo no Rio
A atração de estrelas globais integra o projeto estratégico “Todo Mundo no Rio” que já virou tradição na cidade. Reconhecida pela UNESCO como parte do patrimônio mundial, a orla carioca reafirma-se como o cenário ideal para essa engrenagem econômica e cultural.
“O artista que se apresenta aqui se consagra. Tocar em Copacabana é uma grande consagração”, define Luiz Guilherme Niemeyer, sócio da produtora Bonus Track. Para o prefeito Eduardo Cavaliere, o saldo final do evento vai além da música:
“Para os cariocas, isso significa mais oportunidades no setor de serviços. É muito intenso na geração de empregos”, concluiu o prefeito em entrevista ao Portal G1.
Estratégia e vocação
Essa visão estratégica de desenvolvimento também é defendida pelo presidente do Conselho Regional de Administração do Rio de Janeiro (CRA-RJ), Adm. Wagner Siqueira, que destaca que a realização de espetáculos deste porte reafirma a verdadeira força do estado.
“O turismo é a vocação natural do Rio de Janeiro. Não apenas o turismo de carnaval, mas também o esportivo e o de massa. Temos florestas, lagoas, praias e, acima de tudo, temos o ‘palco do mundo’, que é Copacabana”, destaca.
O presidente ressalta ainda a força da artista escolhida e a necessidade de manter esse calendário para a saúde financeira do município:
“Não há melhor cenário para a apresentação de um artista do que Copacabana. A Shakira é uma cantora formidável, ela realmente valoriza e atrai público para o Rio de Janeiro, assim como os demais eventos que a cidade custou a entender que tinha que fazer com regularidade. O turismo é o foco econômico do Rio, que foi basicamente esvaziado de sua indústria, mas que tem na indústria do turismo a sua grande vocação hoje”, conclui o Adm. Wagner Siqueira.









